Cerveja artesanal ganha roteiros com visitas guiadas a fábricas e bares de Ribeirão Preto

Publicação retirada do site on line da Folha de São Paulo

GABRIELA YAMADA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM RIBEIRÃO PRETO (SP)

A sommelière de cervejas Bia Amorim (Silva Junior/Folhapress)
A sommelière de cervejas Bia Amorim
(Silva Junior/Folhapress)

15/11/2015 02h00
Ribeirão Preto, que já foi batizada de “terra do chope”, está se transformando na capital da cerveja artesanal graças a um novo tipo de turismo: o tour cervejeiro.

O objetivo não é beber até cair, mas, sim, “fomentar a cultura cervejeira”, segundo os organizadores. “É um passeio cultural e, sobretudo, educativo”, afirma a microempresária Carla Valentim, 36, que levou a primeira turma para fazer um tour no ano passado.

São cerca de nove horas de imersão no mundo da cerveja artesanal, com visita às seis fábricas locais –Colorado, Invicta, Lund, Walfänger, Weird Barrel e Pratinha–, onde os turistas degustam a bebida diretamente do tanque. A programação inclui também visita a bares das cervejarias.

Nas fábricas, a recepção é feita pelos próprios cervejeiros, que explicam o processo de produção, apresentam os rótulos e até orientam quanto à harmonização das bebidas com a comida.

O tour começa logo de manhã. O grupo, de no máximo 28 pessoas, se desloca por van, acompanhado sempre de um especialista.

Além de Carla, uma agência de turismo, a Livre Acesso Turismo, também incluiu na sua lista de seus serviços a “rota da cerveja”.

Segundo a consultora Bia Amorim, 33, sommelière de cervejas e uma das criadoras da rede social “Bier Society” –exclusiva para os amantes do mundo da cerveja artesanal–, já surgiram outras iniciativas do tipo na cidade.

“O mercado está em ascensão e, mesmo com preço um pouco mais elevado, quem vem para Ribeirão acaba levando cerveja artesanal para a sua cidade”, diz Amorim.

Maurício Landi, gerente de marketing da Ambev, dona da Colorado, afirmou que Ribeirão é um dos mercados polo do setor, e o turismo cervejeiro tem o papel de colocar a cidade como referência da cerveja artesanal.

“Não teria lugar melhor para isso do que na terra do chope”, diz Landi.

No entanto, para quem imagina que irá conhecer o bar e restaurante Pinguim, responsável pela fama do chope ribeirão-pretano, um aviso: o estabelecimento fica de fora do tour, cujo foco é apenas a cerveja artesanal.

Isso não foi um problema para o advogado mineiro Gustavo Luís Guimarães, 34. Ele participou de um tour realizado em outubro deste ano e diz ter ficado impressionado com a mistura de sabores na bebida, com a inclusão de ingredientes como mel de laranjeira, café e até rapadura.

“Passei a dar um valor maior depois de ver o processo de fabricação. É um excelente passeio cultural para quem quer conhecer um pouco mais sobre Ribeirão”, diz.

 

A Por Obséquio guia você por Ribeirão Preto. Entre em contato com a gente (16) 99600-1609

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