Degustações de Cervejas


Provar continuamente estilos e marcas diferentes de cerveja acaba por nos levar a uma busca: a cerveja perfeita. Perfeita para o momento, perfeita para os amigos que estão te acompanhando, para aquele prato que está comendo.  É muita audácia querer encontrar a cerveja mais perfeita do mundo.  Não existe algo assim generalizado porque cada um de nós tem um paladar diferente. Doce agrada mais, ácido agrada menos. Lúpulo é puro prazer. Ou não.

Um cara que ficou famoso por buscar suas perfeições foi Michael Jackson. Calma! Sempre que escutamos este nome associamos ao cantor, mas não é. Michael Jackson nasceu muito antes, na Inglaterra, em 1942, e ficou famoso em 1977, com o lançamento do seu livro “The World Guide to Beer”, um livro revolucionário para a época – e até para a época atual. Quem, em 1977, falaria sobre 500 rótulos, de maneira organizada, de diferentes tipos de cerveja? Ele foi considerado o “pai da renascença das cervejas artesanais”. E é. O seu bordão era: “Meu nome realmente é Michael Jackson, mas eu não canto, não danço e eu não bebo Pepsi”.

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Você deve estar se indagando no motivo de falarmos sobre ele. Falar deste outro Michael Jackson é importante não somente pelo fato de ser um pesquisador das melhores cervejas, mas por ter nos ensinado que devemos procurar as qualidades e não os defeitos, pois, para ele, toda cerveja há de ser boa em alguma coisa – pena que a grande maioria ainda seja pelo marketing. Seguindo seu pensamento, vamos valorizar o que há de melhor em cada uma delas.

Como fazer essa busca? Como nós – que não somos o Michael Jackson – vamos chegar às grandes e maravilhosas cervejas? Mais fácil do que você imagina. Hoje em dia, podemos ir ao supermercado mais próximo, a empórios que começam a mostrar interesse neste produto ou, ainda melhor, podemos ir direto à fonte. Você já se perguntou se existe na sua cidade uma cervejaria? Um brewPub? Já viu a quantos quilômetros fica o tanque mais perto de você? É longe, em outra cidade ou em outro estado? Chame os amigos e amigas e façam um programa diferente: visitem uma fábrica de cerveja!

Façam de tudo para fugir daquela cerveja que está sempre perto de você, que tem cartaz por toda a cidade, que gasta milhões de reais para produzir algo para a TV, com um discurso enfadonho. Ao trocarmos seis por uma – e não por meia dúzia –, temos a oportunidade de provar algo diferente. Ao abrir mão da quantidade, chegamos ao que realmente agrada o paladar.

Eu sou daquelas que bebem pouco, apesar de gostar de beber. Acho que é falta de uma máquina de gelo ou uma adega em casa. Com todos os afazeres e custos, tomar cerveja artesanal (ou qualquer outra bebida de qualidade) é um momento especial.  Os impostos nos ajudam a perder oportunidades, os altos custos da cerveja é que são seus piores defeitos, mas essa é outra história, falar em poucas palavras sobre 60% de carga tributária naquilo que temos dentro do copo me dá fadiga. Vamos dar valor ao que bebemos! Saúde.

 

texto originalmente publicado no Mixology News http://www.mixologynews.com.br/2012/em-busca-da-cerveja-perfeita-bia-amorim/

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